sexta-feira, 12 de abril de 2013

José, e...

De repente, ficou o convite suspenso, aquela cerveja prometida, um dia em que tocaria violão para você. De repente, a possibilidade de outro carnaval de novo em Minas, de outro carnaval em que rir era a maior terapia, como nosso carnaval capixaba, de mais uma noite lembrando de sua assinatura do Pasquim, falando dos livros que você leu, dos que eu li, das nossas primeiras leituras. De repente, eu não vou ter mais as perguntas, os conselhos, o falar de futebol, o esperar para ver quem agora está comigo (e nem deu tempo, meu velho, desta vez) e de nós todos - eu, você e os meninos -, dos nossos muitos momentos nesses 30 anos. E é difícil quando tudo, até a expectativa da notícia da minha volta, agora tornou-se só a reticência e a lembrança. De repente, esta casa, este outro lado da rua, esta madrugada em lembrança e reticências. Para hoje, não há poemas que preencham esse silêncio.