sábado, 12 de fevereiro de 2011

...ela vai sair...

Um dia, ela vai sair, sentar-se num bar, pedir uma cerveja. O bar não será mais o bar, mas guardará o espaço. Ela fechará os olhos com força e vai querer, por tudo, vê-lo passar à porta, sentar-se, pedir um copo.

Ela reverá, ali, diante de si, a saudade com que o abraçou naquele bar, naquele espaço que antes não era nada mais que um espaço.

Acabada a cerveja, ela vai pedir tantas outras! Vai ficar bêbada e vai andar sem a blusa na rua, nua, que é livre. Tirará as sandálias porque os pés querem refazer os passos.

Cambaleando, chegará diante de um portão sem cor, sem porteiro, sem nada por detrás.

Gritará. Já não saberá dizer se é homem, se é mulher, se é margem.

6 comentários:

  1. ; e viva a barbárie, que é o que move, tudo!

    ResponderExcluir
  2. "O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou..." NOTÍCIA DE jORNAL.

    ResponderExcluir
  3. Mano, só tenho uma coisa a dizer: "foda, hein!"

    ResponderExcluir
  4. Adorei, intrigante, envolvente.
    a propósito,
    Já pedi um ao Ed e um ao Fernando, agora peço a vc
    deixa eu mandar essa (poesia?, afinal que nome vc dá?) para o varal do CEFET, deixaaaaaaaaaaaaaa!!!!

    ResponderExcluir