sábado, 1 de maio de 2010

Sei que nada será como antes

Algumas questões desligadas: um malbec aberto, um par de olhos castanhos, Milton Nascimento, Jorge Ben e uma sexta-feira gorda, ensebada, de difícil digestão.

O conjunto todo me traz cidades perdidas, ruas lotadas, serras cheias de nuvens na manhã maluca. É o malbec. Na foz de todas as vertentes tem jeito de dizer o exagero das palavras.

"Ah, se eu pudesse fazer homens e estrelas" no som da voz de Jorge Ben, agradecendo à Moça pelo gostar, esse gostar que faz parte das atenções coloridas desses jeitos loucos das pessoas. É o malbec.

"Por causa de vochê, bate em meu peito, baixinho quase calado um coração apaixonado por você..."

Pois vochê passa e não me olha! E Jorge Ben, dançando nas palavras, traz uma cor de passado menos melancólico que Milton. Tudo na música de Milton é saudade: de Minas, dos amigos, do que foi deixado em função do caleidoscópio que é o mundo. Já Jorge Ben, como nunca deixou o Rio, tem cor mais leve, sem tanta saudade.

Então, Bebete, vãobora.


7 comentários:

  1. É... Minas realmente te absorve os pensamentos, de uma maneira difícil de descrever. Vinho e música...parece a combinação perfeita para trazer vida a um passado, não tão morto assim...enfim...
    Será que um dia a ilha deixará saudades também?
    hehehehe
    um beijo p/ dizer que passei por aqui!
    :)

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  2. Ainda bem que já é um malbec nestes viajamentos...saudade docê, moço.

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  3. Estava eu hoje conversando com uma amiga baiana, e ela queria saber sobre Minas. Este texto me dá uma mãozinha no plano geral do curso.

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  4. Drê, a saudade é culpa da soma vinho+Minas. Isso é sempre um problema! Burgue, citando vc e o Bandeira "ainda bem que existe o álcool na vida"! Welber, será q o texto ajuda ou confunde!

    Obrigado aos três grandes amigos pela leitura e pelos comentários!

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  5. Ajuda a confundir. É aquele método...

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  6. desde que o samba é o samba é assim, as palavras sem saudades, marcados pelo futuro, no malbec, o vinho do futuro, no agora da alegria.
    saudações,
    b
    luis de la mancha

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  7. Luis,
    quanto tempo!

    Obrigado pela leitura, nos agoras!

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